Covões, terra antiga

COVÕES, TERRA ANTIGA, RICA E AMIGA

Várias imagens de CovõesÉ ANTIGA. Sabia que as primeiras referências à freguesia de Covões datam dos finais do século XI?…
Mais: tratava-se de uma freguesia muito extensa e densamente povoada já em 1527.
No século XIX a paróquia dos Covões, ou mais precisamente o antigo concelho de Monte Arcado ( extinto em 1835 ) era formado inclusivamente por povoações dos concelhos de Vagos, Oliveira do Bairro e Mira, que posteriormente foram desanexadas.

É RICA… porque a sua igreja ( actual ), datando de 1727 possui um preciosíssimo órgão do século XVIII e serve ainda de santa morada a uma valiosíssima escultura de Santo António, datada de 1558 (aquando da 1ª construção ou até, possivelmente, já reconstrução da igreja) e da autoria do célebre arquitecto e escultor francês, João do Ruão.
É rica… porque a tradição musical justifica a existência da Sociedade Filarmónica, fundada em 1868, conhecida pelo nosso país fora, assim como a mini-banda, constituida por uns 20 membros, de formação mais recente. E porque falámos de tradição, muito provávelmente, Covões terá feito nascer a grande tradição do leitão à Bairrada!!! É que há muito mais de 100 anos leitões assados em Covões eram encomendados pelos senhores das Águas de Luso e os restaurantes mais antigos da Bairrada datam de há pouco mais de meio século. E esta?!!!…
Além de tudo isto, a terra de Covões produz boa batata, bons legumes, boa fruta e um bom vinho!

E AMIGA… porque com o seu Centro Social e Jardim de Infância quer ver os seus idosos e as suas crianças mais felizes; porque nas suas festas e arraiais gosta de ver os visitantes alegres e porque vos quer receber a todos aqui e agora de braços abertos:
VENHAM CONHECER UM POUCO DA NOSSA TERRA E DAS NOSSAS GENTES!

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POLÉMICA EM 1938 SOBRE A MUDANÇA OU O ALARGAMENTO DO CEMITÉRIO LOCAL
Dos acontecimentos da nossa história local, conhece-se vagamente a revolução causada – onde até os sinos tocaram a rebate - em finais dos anos 30 pela iniciativa das populações de Marvão e Malhada que, juntos depois com muitos moradores dos Covões, exigiam o alargamento do cemitério enquanto outros moradores, que também ganharam alguns adeptos, queriam impedir a sua ampliação para que ele fosse mudado de local. Gerou-se assim dois partidos, tendo a peleja sido impedida pela Guarda Nac. Republicana, que na época encontrou uma enorme resistência popular.
Finalmente, depois do povo (maioria a favor da ampliação) ter demolido durante a noite uma parte do muro dos fundos, o cemitério foi ampliado não saindo do sítio onde foi implantado há vários séculos.
Este acontecimento foi relatado por vários jornais da região, mas com maior destaque na Gazeta de Cantanhede.  ler-mais


 » Segundo uma crença já muito antiga existe um ditado que caracteriza as gentes da nossa freguesia, dizendo-se ainda presentemente, muitas vezes em tom de graça, que “Covões é Terra de músicos, de padres e de porqueiros  » .


ARTESANATO LOCAL: 
Latoaria. Existe actualmente na freguesia um único artesão, o Sr. Fernando Façanha “latas”, que tem como actividade a agricultura mas o seu oficio é o de latoeiro, começado há muitos anos (desde muito jóvem) pela mão do pai, que lhe transmitiu a arte de dar forma ao latão, folha de flandres e folha de cobre. Actualmente realiza diversos trabalhos para exposições de artesanato e feiras regionais do tipo da Expofacic de Cantanhede. Os seus principais trabalhos são: funis, candeias de petróleo, almotolias, canecos, peças decorativas, etc.