Personagens Notáveis

ALGUNS PERSONAGENS IMPORTANTES DA FREGUESIA

Em termos de personalidades ilustres, que contribuiram para o desenvolvimento local, a freguesia de Covões ao longo da sua história evidenciou alguns, tais como:

antonio-vasconcelosANTÓNIO JOAQUIM DE ALMEIDA E VASCONCELOS, natural de Arrancada do Vouga, concelho de Águeda, onde nasceu em 1850. Foi o filho mais velho de Manuel Joaquim de Almeida e Vasconcelos Castelo Branco e de sua esposa Ana Luísa Baptista. Concluiu o curso de Farmácia na Universidade de Coimbra, seguindo os passos de seu pai que era igualmente farmacêutico. Veio a fixar-se em Covões na localidade de Monte Arcado, onde fundou uma farmácia, após o seu casamento com Maria Rosa Mendes de Vasconcelos. Desta união nasceram quatro filhos, Mário de Vasconcelos,   (o primogénito) Rómulo de Vasconcelos, Hermengarda Mendes de Vasconcelos e Isaura Mendes de Vasconcelos. António de Vasconcelos faleceu em Outubro de 1933, depois de uma longa vida dedicada à sua profissão. Repousa no cemitério de Covões, concelho de Cantanhede.


Texto e Imagem de António Vasconcelos gentilmente cedidos por Dra Helena Teodósio.
.

manuel-francisco-miraldoMANOEL FRANCISCO MIRALDO, fundador em 1868 da Banda Filarmónica de Covões, não só como o principal mentor da ideia mas também por ter suportado económicamente, nos primeiros anos, a sua existência e actividade, tendo em conta as muitas dificuldades existentes na época, por não existirem meios próprios de transporte ( os músicos deslocavam-se normalmente a pé para as romarias populares que iam animar, principalmente as celebrações religiosas) e ainda com as dificuldades de aquisição de instrumentos musicais que, para além de escassos, eram demasiadamente caros.

Nascido em 1845 numa família importante e abastada nos Covões, era filho de José Francisco Miraldo e de Rosália da Cruz. Faleceu no dia 1 de Outubro de 1921
.

jose-sanchoJOSÉ DOS SANTOS SANCHO, afamado músico e antigo maestro da nossa filarmónica. …Depois disso é possível afirmar com alguma margem de segurança que, em 1933, sob a regência de José Sancho, a Banda era constituída por 36 elementos e já havia concorrido a vários certames, segundo indicam algumas referências sumárias em órgãos de imprensa, que no entanto não especificavam quais nem com que resultados. Por essa altura acentuava-se a necessidade de mais espaço para treino musical, razão pela qual a casa de ensaios localizada junto ao local onde hoje se encontra a Farmácia de Covões sofreu obras de ampliação em 1936. ( Poderá tratar-se da casa entre a Farmácia e a Igreja. Por indicação de Augusto Cruz, antigo Filarmónico, sabe-se que era a casa de um tio seu. Uma outra informação recolhida dá conta dos ensaios terem lugar do outro lado da rua numa casa pertencente a Dr. Mário Vasconcelos, um abastado advogado e que foi Presidente de Câmara de Cantanhede. Nesse local encontra-se hoje o Largo mais concretamente o Monumento ao Músico ). Organizaram nesse ano um baile de beneficência e com a receita das entradas e à venda de rifas, atuaram no baile um grupo de músicos da Banda que se apresentaram em palco com o nome de Canários Jazz. É curiosa a adoção desta designação para este grupo que terá sido percursor dos denominados jazzes. A casa de ensaios continuou aí a sua atividade até à inauguração da nova sede em 1947`. Nas informações obtidas é consensual que José Sancho dirigiu a Banda até à sua morte e até à década de 1930 passaram pela regência vários músicos. Conta-se que pouco tempo antes de falecer e já doente, estava um dia no pátio da sua casa e ouviu ao longe os sons da Banda. Apurando o ouvido comentou que um dos instrumentos estava desafinado meio-tom.
In Livro das Bandas Filarmónicas do concelho de Cantanhede (texto integral) gentilmente cedido por Dra Helena Teodósio.

americo-padeiro manuel-teodosio-100x127AMÉRICO DE RAMOS PADEIRO E MANUEL TEODÓSIO DA CRUZ, afamados músicos que executavam bombardino e trombone de canto, respectivamente, foram responsáveis, apesar de simples membros da comunidade, da direcção artística da Filarmónica durante muitos anos, garantindo assim a sua existência em tempos ainda difíceis o que faz com que a nossa banda ainda exista. Conta hoje mais de 140 anos de existência sem nunca ter conhecido nenhuma interrupção na sua actividade.

> Nota: estas imagens, assim como todas as imagens acima, foram cedidas pela Dra. Helena Teodósio (partilhadas no facebook)

 

DR. MÁRIO DE VASCONCELOS, filho primogénito de António Joaquim de Almeida e Vasconcelos e de Maria Rosa Mendes de Vasconcelos, foi advogado, Administrador do Concelho de Cantanhede (posto que ocupou várias vezes) e foi também Governador Civil de Leiria. Sabe-se que, pelo menos em fins dos anos 40 e início dos anos 50, foi Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional.

artur-rosaARTUR SOARES DA ROSA, farmacêutico local, conhecido na época por ajudar a tratar de muitas maleitas e doenças que afligiam as populações locais e dos arredores. Apesar da sua formação técnica de farmácia ainda adquiriu muitos conhecimentos da medicina com o Dr. António Vasconcelos, um clinico vindo da zona de Águeda, que se fixou em Covões, instalando a primeira farmácia no local onde agora se ergue uma imponente palmeira no largo das Festas de Sto. António, facto que o tornou numa pessoa respeitada na região.

.

.

MANUEL FRANCISCO MIRALDO, conhecido por “Manuel do Canto”, alcunha herdada de seu avô António do Canto, que vivia numa casa localizada de canto onde agora existe a Casa do Povo. Este personagem notabilizou-se pela sua arte eximia de músico instrumentista (no trompete), ainda hoje recordado e respeitado por muitos músicos da sua geração. Iniciou a sua formação na Banda de Covões e logo mostrou grandes qualidades musicais, mas só depois de formar o conjunto “Os Melros Velhos de Covões”, é que se tornou no artista conhecido e afamado que foi durante os 35 anos de carreira, desde 1932, em toda a região litoral do Centro e Norte assim como em Trás-os-Montes. Este homem notabilizou-se ainda por ser um dos últimos regedores do concelho, responsável pela freguesia de Covões (que na época de 1955 era maior do que agora) tendo como funções a aplicação das leis do Governo da República, que lhe dava os poderes de entrada e ordem de prisão para todos aqueles que cometessem crimes, sendo as suas funções remuneradas na época com a importância de DEZ Tostões por dia. Essas funções de Regedor local foram suspensas a partir da revolução do 25 de Abril que alterou a ordem legal e política existente até então. Entre muitas funções, tinha como responsabilidade realizar quatro manifestos locais sobre os bens e produção agrícola e foi responsável pelos primeiros Censos locais da população na freguesia.