Polémica sobre o cemitério

POLÉMICA SOBRE A AMPLIAÇÃO OU A TRANSFERÊNCIA DO CEMITÉRIO LOCAL

Cemitério de CovõesEm Setembro de 1938 a Gazeta de Cantanhede publicava a seguinte notícia: « A questão do cemitério da freguesia vai ser solucionada com a construção de um cemitério novo. Assim o entenderam os srs. Tenente António Mendes Machado Pres. da Câmara, Dr. Alvaro Machado Deleg. Saúde, Dr. Henrique Parreira, Deleg. do Conselho Municipal, e Dr. António Valente médico veterinário municipal, membros do Conselho de Higiene, que aqui estiveram a estudar o assunto. Trata-se de uma obra de grande utilidade….. O cemitério vai ficar a 1 Km da sede de freguesia no caminho que vai para Montouro, Marvão, Malhada com grande vantagem para aquelas populações. »
Os defensores da ampliação alegavam que o local escolhido para o novo cemitério « era de dificílimo acesso no inverno ». Contrariando a decisão das autoridades, na noite de 24 ou 25 de Outubro de 1938 o povo derrubou o muro do cemitério, abriram 300 m de alicerces, foram ali descarregados 50 carros (de bois) com adobes, cal, areia e pedra em terreno pertencente a Francisco Cavadas e António Francisco Miraldo. Estavam envolvidos neste trabalho mais de 1000 braços.

Houve intervenção da GNR de Cantanhede com reforços de Ançã e Montemor e depois da PVDE que prendeu quinze pessoas, dez foram postos em liberdade e cinco seguiram para Coimbra para interrogatório.

A Gazeta cita apenas o sr. Fernando Cavadas, ourives e Augusto Santos Cruz, pessoas de certo prestigio na terra.
Fonte: informação de Joaquim Pessoa (extraída do Facebook – Janeiro 2014)