Monte Arcado

O CONCELHO E VILA DE MONTE-ARCADO NO SÉCULO XVI

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Monte Arcado é um lugar da freguesia de Covões. Foi antigamente vila e sede de concelho (a partir de 1514). Com as reformas subsequentes à implantação do liberalismo, o concelho foi extinto em 1835, e com a sua freguesia de Covões, foi incorporado no concelho de Cantanhede.
Faziam parte deste concelho as actuais freguesias cantanhedenses de Febres, Vilamar, Corticeiro de Cima e Camarneira.  Faziam ainda parte do concelho algumas povoações do concelho de Vagos (freguesias de Santa Catarina e de Mesas); do concelho de Mira (feguesia de Carapelhos) e do concelho de Oliveira do Bairro (Mamarrosa), vindo esta última a ser desanexada juntamente com Arrancada (Febres) em 1792.  Arrancada, ou Póvoa da Arrancada como então se chamava, passaria a partir daí a ser concelho (criado a 3 de Março de 1792 - até 1835) devido à grande dimensão do concelho de Monte Arcado.

Mapa do século XVI onde aparece Monte Arcado

Este mapa regista sem escala as povoações que se julgavam importantes para o fim que o mapa foi feito. Monte Arcado era há muito tempo um local importante em termos do poder da época.

O primeiro censo da população portuguesa (então chamado Numeramento) foi efectuado no século XVI, entre 1527 e 1532.

Na área pertencente à paróquia de Covões (hoje freguesias de Covões, Camarneira, Febres, Corticeiro de Cima e Vilamar) apenas são referenciados Monte Arcado, Covões, Seadouro e Malhada com o total de 27 fogos.
Relativamente a Monte Arcado existem referências do século XIII e Covões é referenciado no século XIV.
As povoações do Arieiro, Barreira, Camarneira, Cavadas, Espinheira, Labrengos, Marvão, Montouro, Penedos, Picoto, Quinta da Ferreira e Troviscais foram referenciados no censo de 1758. Nesta data na área da actual freguesia existiam 350 fogos.
As povoações de Boeiro (actual Febres) com 26 fogos, Escumalha (actual Vilamar) com 12 fogos, Corticeiro Grande com 25 fogos também foram referenciadas apenas em 1758. A área actualmente ocupada pelas freguesias de Febres, Vilamar e Corticeiro contabilizavam, nessa data, 281 fogos.

O Numeramento mais sistemático foi resultado da aplicação das normas saídas do Concílio de Trento, onde as delegações portuguesas (o concílio durou mais que uma década) , nomedadamente a chefiada pelo então bispo de Coimbra, apresentaram muitas e importantes comunicações.
Imagens (o mapa) de: Manuel A. S. Ruivo – extraídas do fecebook - e textos de: Manuel A. S. Ruivo e Manuel Ribeiro

 Veja antigos munícipios de Portugal, onde aparece Monte Arcado